segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O martírio dos apóstolos

Como morreram os Apostolos de Cristo? (Segundo a Tradição)O martírio dos apóstolos foi anunciado por Jesus: “Por isso, diz também a sabedoria de Deus:

Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns e perseguirão outros” (Lucas 11.49).

“E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós.

E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21.16-17). Esta palavra diz respeito também, aos crentes de um modo geral. Ainda hoje, anualmente, milhares são martirizados em todo o mundo. “Se a mim me perseguiram também vos perseguirão a vós… mas tudo isso vos farão por causa do meu nome” (João 15.19-20). “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos…eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas, e sereis conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim…” (Mateus 10.16-18). Com relação aos sofrimentos e martírio de Paulo, Jesus revelou: “Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9.16). Abro um parêntesis para uma reflexão: o Evangelho pregado em nossas igrejas inclui a possibilidade de sofrimento por amor a Cristo, ou anunciamos somente prosperidade, fartura, longevidade e saúde? Vejamos como os apóstolos morreram:

ANDRÉ

Foi discípulo de João Batista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”. André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2). O lugar do seu martírio foi em Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia). Diz a tradição que ele foi amarrado a uma cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse.

BARTOLOMEU

Tem sido identificado com Natanael. Natural de Caná de Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo. Outros dizem que teria sido golpeado até a morte.

FILIPE

Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-se que pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis.

JOÃO

O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria. “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23). Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21 O único que permaneceu perto da cruz (João 19.26-27). O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10). A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Apocalipse 1.9). Após sua libertação teria retornado a Éfeso. Teve morte natural com idade de 100 anos.

JUDAS TADEU

Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?" (João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. Diz à tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote.

JUDAS ISCARIOTES

Filho de Simão, traiu a Jesus por trinta peças de prata, enforcando-se em seguida. (Mateus 26:14-16; 27:3-5).

MATEUS

Filho de Alfeu, e também chamado de Levi. Cobrador de impostos nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13). Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Há várias versões sobre a sua morte. Teria morrido como mártir na Etiópia.

MATIAS

Escolhido para substituir Judas Iscariotes (Atos 1.15-26). Diz-se que exerceu seu ministério na Judéia e Macedônia. Teria sido martirizado na Etiópia.

PAULO – Turquia

Israelita da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5). Natural de Tarso, na Cilícia (hoje Turquia). Nome romano de Saulo, o Apóstolo dos Gentios. De perseguidor de cristãos, passou a pregador do evangelho e perseguido. Realizou três grandes viagens missionárias e fundou várias igrejas. Segundo a tradição, decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70 (Atos 8.3; 13.9; 23.6; 13-20).

PEDRO

Pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4). Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Segunda a tradição, sua crucifixão verificou-se entre os anos 64 e 67, em Roma, por ordem de Nero. Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição de Cristo.

SIMÃO, o Zelote

Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado.

TIAGO, O MAIOR

Filho de Zebedeu, irmão do também apóstolo João. Natural de Betsaida da Galiléia, pescador (Mateus 4.21; 10.2). Por ordem de Herodes Agripa, foi preso e decapitado em Jerusalém, entre os anos 42 e 44.

TIAGO, O MENOR

Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egito. Segundo a tradição, martirizado provavelmente no ano 62.

TOMÉ

Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25). Segundo a tradição, sua obra de evangelização se estendeu à Pérsia (Pártia) e Índia. Consta que seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A menina mais peluda do mundo




A vida nunca foi fácil para Supatra Sasuphan. Na escola, era chamada de “menina lobo” ou “cara de macaco”, uma situação difícil de lidar para uma menina de 11 anos.

Supatra é portadora de hipertricose generalizada, causada por um cromossomo defeituoso que provoca o nascimento excessivo de pêlos por todo o seu corpo. Os pêlos crescem na face, orelhas, braços, pernas e costas e até mesmo tratamento à laser já foi tentado, mas os pêlos voltam a crescer.

Existem somente 50 casos documentados desde a Idade Média e antes da doença ser compreendida, seus portadores eram tachados de “lobisomens”. Para a sorte da garota, a comunidade onde nasceu, sempre a tratou bem e agora, ela está para se tornar uma celebridade local.

O menina tailandesa chamou a atenção dos organizadores do Guinness World Records, que concedram o título de “menina mais peluda do mundo” para a próxima edição do livro dos recordes.

Homem não toma banho há 37 anos

Homem não toma banho há 37 anos



Orientado por um religioso, o indiano Kailash Singh deixou de tomar banho e cortar os cabelos, logo após seu casamento, em 1974. Seguindo o conselho, acreditava que garantiria o nascimento de um menino.

Hoje, aos 65 anos, não é só a idade que pode atrapalhar seus planos de ter um herdeiro. Após 37 anos sem tomar banho, a mulher agora (só agora?!) ameaça deixar de dormir com ele, que continua firme em sua decisão.

O agricultor passa os dias cuidando de suas vacas sob um calor de 47 graus e o único ritual de limpeza que se permite é, a cada noite, fumar maconha, orar e dançar ao redor de uma fogueira. Esse “banho de fogo” seria para se livrar do suor do dia.

Os familiares já tentaram convencê-lo a mudar de idéia algumas vezes e até mesmo empurraram-no num riacho numa ocasião, mas ele lutou e conseguiu se esquivar.

Apesar de sua crença ter se revelado um fracasso, o indiano afirma que a única maneira de voltar a tomar banho, seria com o nascimento de um filho, algo que ele acredita que ainda vai acontecer, pois é a escolha de deus.

Quem aguarda ainda mais ansiosamente o nascimento de um menino, é a esposa de Kailash que, além de ter aguentado por todo esse tempo o mau cheiro do marido, da época do casamento até agora, já deu à luz a sete meninas.

Ou vocês pensavam que Shiva não te senso de humor?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

a única negra a ter a progéria

08/09/2011 - 20h12

Menina de 12 anos pode ser a única negra com doença de envelhecimento precoce

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

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Uma menina de 12 anos da África do Sul pode ser a única negra a ter a progéria, uma doença genética rara que acelera o processo de envelhecimento e não tem cura. Ontlametse Phalatse é considerada a primeira negra diagnosticada com a doença, de acordo com a Fundação de Pesquisa de Progéria. O fato fez com que a própria se autointitulasse "primeira dama".

Africana pode ser a única negra diagnosticada com envelhecimento precoce

Foto 9 de 9 - Ontlametse Phalatse, 12, lendo um livro na escola. Ela é considerada a primeira negra diagnosticada com progéria, doença que acelera o envelhecimento Denis Farrell/AP
"Eu me chamo de primeira dama porque sou a primeira negra a ser diagnosticada com a doença. Que outra criança negra você conhece com essa doença?", diz ela em entrevista à Associated Press.
Nem mesmo a diretora executiva da fundação pesquisa, Audrey Gordon, tem uma resposta certa para essa pergunta. Segundo Audrey, apenas duas africanas foram diagnosticadas e ambas vivem na África do Sul: Ontlametse e uma outra menina, de 5 anos, que é branca. Depois de uma pesquisa realizada pelo instituto, estima-se que o número de crianças com essa doença seja de 80, no entanto, nenhuma delas seria negra.
A mãe de Ontlametse, Bellon Phalatse, conta que a menina nasceu normal, mas logo passou a apresentar erupções no corpo. Antes de Ontlametse comemorar seu primeiro aniversário, seu cabelo estava caindo, as unhas não eram normais e havia os problemas de pele, relata a mãe.
"Estávamos indo para cima e para baixo para os médicos", afirma Bellon. Com o diagnóstico, o pai de Ontlametse deixou a família.
O dia a dia da garota é normal, na medida do possível. Ela diz ter dois amigos na escola primária Lorato, em Hebron, na África do Sul, cidade próxima à capital administrativa Pretória. "Mas nem todos os meus colegas de classe são gentis", diz ela.
Duas vezes ao ano ela vai aos Estados Unidos acompanhada da mãe para um atendimento especializado, onde têm acesso a medicamentos que ainda não estão disponíveis comercialmente.
Apesar de a maioria das crianças com progéria morrer entre 8 e 21 anos, Ontlametse faz planos para o futuro, entre eles ser "psicóloga".
"Eu gostaria de ser uma psicóloga porque poderia ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, ajudá-las a se aceitarem do jeito que elas são, pois elas veriam que eu me aceito como sou", disse ela à AP.
Gordon afirma que houve significativos avanços na busca pela cura, sendo que em 2003 foi descoberto o gene responsável pela doença. Resta saber se a cura será encontrada a tempo de Ontlametse realizar seu sonho.

PROGERIA, DOENÇA RARÍSSIMA

PROGERIA, DOENÇA RARÍSSIMA QUE ENCURTA A VIDA DAS CRIANÇAS

Raríssima e sem cura, a progéria faz crianças envelhecerem muito mais rapidamente do que o normal. Nos casos mais graves, a expectativa de vida é de, no máximo, 13 anos. Brasil tem três dos 63 casos já identificados no mundo


 

No segundo semestre de 2002, o cabelo de Michiel começou a rarear e cair. Em pouco tempo, estava completamente careca. Ele tinha bolsas sob os olhos e, como todo idoso em idade avançada, sua pele ficou tão frágil que era possível visualizar as veias sob a fina camada. Michiel, contudo, tinha apenas 4 anos. Hoje, com quase 12, o menino — que vive na Bélgica — é uma das 63 pessoas do mundo a ter uma doença raríssima, que provoca o envelhecimento acelerado e precoce, a progéria — ou síndrome de Hutchinson-Gilford.

A doença chamou a atenção depois que o site da agência britânica BBC divulgou a história de um garoto de 11 anos, Harry Crowther, portador da forma mais amena do mal. Os casos são tão raros que há escassez de informação, mesmo no meio médico, sobre o problema. No Brasil, não há dados oficiais, mas a organização não governamental de pesquisa americana Progeria Research Foundation (PRF) já detectou a existência de três pacientes — um na Paraíba, um no Ceará e outro em São Paulo. O Correio também localizou a mãe de uma criança de 2 anos, que morreu há oito meses, em Breu Branco, no interior do Pará, vítima da doença.

A progéria foi descrita pela primeira vez no século 19 por dois médicos ingleses, mas somente em 2003 um grupo de cientistas da PRF anunciou que havia isolado o gene mutante LMNA, responsável pela doença. Apesar do avanço significativo, os médicos ainda não conseguiram encontrar a cura — nem mesmo há um remédio específico para a doença. O que se sabe é que a síndrome é fatal, levando à morte ainda na adolescência (veja arte).

A estimativa é que nasça um bebê com o problema em cada 8 milhões, o que significaria a existência de um número de casos pelo menos 10 vezes maior, atualmente. “Ainda não conseguimos identificar todas essas crianças devido à raridade da doença. Muitas pessoas nunca viram uma criança com progéria e por isso não identificam os sintomas. Mas é preciso aumentar a consciência sobre o problema, principalmente em países em desenvolvimento”, alerta Audrey Gordon, diretora executiva e presidenta da Progeria Research Foundation. “Acreditamos que a dificuldade de diagnosticar crianças com progéria está relacionada a essa desinformação. Uma vez que as pessoas veem fotos dessas crianças, elas imediatamente reconhecem se há alguém em sua comunidade que possui o problema, por causa da similaridade da aparência dos pacientes”, afirma.

De acordo com Gordon, atualmente, o tratamento é focado nos cuidados com os sintomas, como acompanhamento nutricional devido ao baixo teor de gordura corporal, prescrição de medicamentos à base de acetilsalicílico para prevenção de doenças cardíacas e terapia ocupacional e física. “Nos últimos anos, a PFR tem centralizado as pesquisas sobre a progéria e temos uma grande esperança de conseguir desenvolver um tratamento e até descobrir a cura da doença”, diz.

Bebês assintomáticos
Ao nascer, o bebê não apresenta qualquer traço da progéria. As características só vão aparecer por volta dos 18 meses de vida e, aos 2 anos, já estão bastante aceleradas. Michiel Vandeweert nasceu em 13 de junho de 1998 e parecia um bebê normal, embora tivesse três manchinhas no rosto e uma pele muito seca. Com o passar do tempo, o casal Godelieve e Wim começou a se preocupar. “Ele não comia muito bem e ganhava muito pouco peso”, relata Godelieve, que, juntamente com o marido, criou um site para o filho. “Há um momento em que a intuição materna diz que há algo errado com seu filho. Ele tinha 4 anos, media 92cm e pesava 9kg. Durante três anos, essas características mantiveram-se as mesmas”, conta Godelieve. Pesquisando na internet, os pais do menino encontraram um caso parecido. Peregrinaram por consultórios e, enfim, antes de Michiel completar 5 anos, tiveram o diagnóstico.

Em 2006, o casal descobriu que a filha de 2 meses também era portadora da síndrome. Há dois anos, Michiel participa dos testes clínicos em Boston, nos Estados Unidos, de uma nova droga que visa retardar os sintomas da doença, desenvolvida por pesquisadores da PRF. O menino faz parte de um grupo de 28 crianças que recebem o tratamento. “Ele já cresceu 5cm, suas veias estão menos finas e a pele está mais sólida”, comemora Godelieve.

Já o pequeno David de Souza, nascido em Breu Branco (PA), não teve a mesma sorte. Ele morreu há 8 meses, antes de completar os 3 anos de idade. A criança apresentou cedo os sinais da progéria. Nas ruas da pequena cidade, de 47 mil habitantes, ele era ridicularizado por causa da aparência. A família humilde não teve condições de rodar o Brasil e o mundo atrás de tratamento. O máximo que conseguiu foi viajar até Belém, a cerca de 400km. Lá, Cleane de Souza e José Ildo de Souza Costa chegaram a pensar que o menino poderia ser curado.

Devido a uma pneumonia, David ficou internado por três meses na Santa Casa de Misericórdia, na capital. Quando recebeu alta, a família voltou a Breu Branco. Passados alguns dias, David teve uma recaída e foi internado no hospital público da própria cidade. “Ele parecia que estava bem. Cheguei lá no dia seguinte e ele estava morto. A médica sumiu, disseram que tinha viajado, e ninguém me falou nada. O corpo dele já estava liberado para o enterro. Não me conformo, não vou me conformar nunca”, diz. Semianalfabeta, Cleane não consegue entender a causa da morte. Na certidão de óbito, consta infecção pulmonar. “Como meu filho pode ter morrido por causa de uma gripezinha?”, questiona. Em casa, ela não se desfez dos objetos pessoais de David. “Guardei tudinho, todas as coisinhas dele. Toda hora eu sinto falta do meu filho.”